Um ATS (sigla em inglês para sistema de acompanhamento de candidatos) é o programa em que a empresa recebe as candidaturas. Ele faz duas coisas com o seu arquivo: extrai o texto e o separa em campos (nome, contato, experiências, formação), e depois permite ao recrutador buscar e filtrar candidatos por palavras.
A extração falha com layout, não com conteúdo. PDF feito de imagem não tem texto para extrair. Duas colunas e tabelas podem embaralhar a ordem das linhas. Títulos com letras espaçadas podem sair como “E X P E R I Ê N C I A” e deixar de ser reconhecidos como título. Os modelos do editor evitam esses três problemas.
A busca é por palavra. Se o anúncio pede “atendimento ao cliente” e o currículo diz “suporte ao consumidor”, uma busca literal não encontra você. Por isso vale usar os termos do anúncio quando eles descrevem de verdade o que você fez.
Não existe uma nota única. Cada empresa configura o próprio sistema, e na maioria dos casos quem decide é uma pessoa lendo a lista filtrada. Uma ferramenta que promete “87% de compatibilidade” está medindo um critério dela, não o da empresa.